Camisa Meltech ® Ferro 320

CA 30872 | Arco Elétrico, Fogo Repentino e Solda.

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Descrição

Proteção do tronco e membros superiores do usuário contra agentes térmicos, abrasivos e escoriantes provenientes de operações de Soldagem e processos similares e contra agentes térmicos provenientes de Arco Elétrico e Fogo Repentino.
Fechamento através de velcro ignifugo 50mm; manga longa com ajuste através de elástico e tira de tecido com velcro ignifugo. Gola padre com fechamento através de tira de tecido com velcro ignifugo. Dois bolsos chapados, com fechamento através de lapela e velcro ignifugo.
Modelo com recorte na parte inferior da cava da manga e nos cotovelos para maior mobilidade e conforto.

Personalização

  • Com faixa refletiva ou sem.
  • Com bolsos ou sem.
  • Logo bordado ou silkado.

Normas

  • ISO 11611 Classe 2 
  • ISO 11612 A1 B1 C1 D2 E1 F1
  • NR 10; NFPA 70E; NFPA 2112;
  • ASTM F1506; F2621; F1930;
  • F1959; D6413. ATPV 13,5 cal/cm2(quadrado)

Normas

[ISO 11611] Vestimentas de proteção para uso durante soldagem e/ou técnicas correlatas.

Tem como objetivo definir os requisitos mínimos exigidos tanto em relação ao desenho quanto em proteção térmica a vestimentas usadas por soldadores e similares – tendo estas que proteger contra pequenos respingos de metal fundido, do contato de curta duração com uma chama e contra o calor radiante.
Esta norma classifica a vestimenta em dois níveis de proteção (considerando a quantidade de gotas de metal fundido que o tecido aguenta antes do calorímetro chegar a 40°C).
Estes Níveis são:

  • Classe 1: mínimo 15 gotas.
  • Classe 2: mínimo 25 gotas.

[ISO 11612] Vestimentas de proteção contra calor e chama.

A roupa de proteção que cumpre com esta norma está pensada para proteger os trabalhadores industriais de um breve contato com chama e ao menos um tipo de calor. Este pode se apresentar em forma de calor convectivo, radiante, de contato, respingo de metal fundido ou a combinação de alguns deles.
O tipo de calor contra o qual a vestimenta protege, está definido no pictograma, de acordo corn o tipo de letra que se encontra abaixo do nome da norma.

Letra A: ISO 15025 - Propagação de chama.

Avalia o comportamento do tecido frente a uma propagação limitada da chama, avaliando, em duas situações diferentes, a extinção da chama; se formou buracos; se há resíduos se desprendendo; tempo de pós-combustão e fosforescência menor a 2 segundos.
Consideramos então:

  • Procedimento A1: Sobre a amostra de ensaio orientada verticalmente, se aplica uma chama perpendicular ao tecido durante 10 segundos.
  • Procedimento A2: sobre a amostra de ensaio orientada verticalmente, se aplica uma chama na borda do tecido durante 10 segundos.

Letra B: ISO 9151 - Calor convectivo.

Submete-se a amostra de tecido a urn fluxo de calor incidente de 80Kw/m2 ±5%. O calor que atravessa a amostra é medido pelo calorímetro acima do tecido e em contato com o mesmo. Em seguida, mede-se o tempo necessário a produzir um aumento da temperatura do calorímetro de 24ºC ± 0,2ºC. A ser:

Letra C: ISO 6942 - Calor Radiante.

Sobre a amostra do tecido se incide um foco de claro radiante com uma densidade de fluxo de calor de 20Kw/m2. Mede-se o tempo necessário para que o usuário comece a sentir dor e produza uma queimadura de 2° grau.
A considerar os níveis de acordo com a tabela à seguir:

Letra D: ISO 9185 - Resistente a respingo de alumínio fundido (g).

Sobre a amostra de tecido situada sobre um suporte em ângulo determinado, derrama-se diferentes quantidades de metal fundido e se avalia os danos produzidos sobre ele e sobre a película de PVC posta atrás do mesmo para simular a pele humana. Níveis à seguir:

Letra E: ISO 9185 - Resistência a respingo de ferro fundido (g).

Sobre a amostra de tecido situada sobre um suporte em ângulo determinado, derrama-se diferentes quantidades de metal fundido e se avalia os danos produzidos sobre ele e sobre a película de PVC posta atrás do mesmo para simular a pele humana. Níveis à seguir:

Letra F: ISO 12127 — Calor de contato.

Coloca-se sobre a amostra de tecido um cilindro de metal a uma temperatura de 250°C. Em seu lado oposto, há um calorímetro que mede o aumento de temperatura. 0 nível de proteção varia em função do tempo do calorímetro aumentar 10°C.

NR10 — Segurança em instalações e serviços em eletricidade.

É uma norma regulamentadora de segurança e saúde no trabalho da Secretaria do Trabalho. Estabelece os requisitos e condições mínimas para a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, a garantir segurança e saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e/ou serviços de eletricidade. Se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção e trabalhos realizados nas proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis.

NFPA 70E — Norma para segurança elétrica no ambiente de trabalho.

Norma americana, seu objetivo estabelece práticas de segurança para a proteção dos trabalhadores envolvidos em serviços com eletricidade; ajuda a promover ambientes mais seguros e, com entendimento e aplicação adequados, ajuda a reduzir a frequência e a gravidade desses acidentes. O risco do arco elétrico pode existir quando condutores energizados ou peças de urn circuito são expostos, ou até mesmo quando estão em locais fechados. Neste cenário, a interação de uma pessoa com o equipamento pode causar um arco elétrico.
Determina que, caso uma atividade seja executada dentro de uma região com risco de arco elétrico, um dos métodos a seguir deve ser aplicado para seleção da vestimenta adequada e dos demais EPIs:

  • Estudo de energia incidente e/ou à chama.
  • Categorias de risco (tabelas disponíveis na própria norma).

NFPA 2112 — Norma para vestuário resistente à chama para proteção pessoal industrial contra fogo repentino.

Estabelece os requisitos mínimos para o desenho, construção, avaliação e certificação de vestimentas resistentes ao fogo, para uso/proteção de trabalhadores da indústria, de maneira que a vestimenta não contribua corn lesão por queimadura do usuário, e reduza a gravidade destas lesões resultantes de exposições de curta duração a focos térmicos ou a exposição acidental ao fogo repentino. Para que uma vestimenta seja aprovada, deve-se conferir 50% (ou inferior) de queimadura no corpo (queimadura de segundo grau), através de um método de ensaio que mensura quantitativamente as lesões por queimadura (ASTM F1930).

ASTM F1506 — Especificações para Têxtil resistente a chama e vestimentas de proteção frente a arco elétrico e os riscos térmicos associados.

Define os requisitos e métodos de ensaio relacionados especificamente à resistência ao fogo dos tecidos empregados nas vestimentas de proteção dos trabalhadores expostos ao arco elétrico e aos riscos térmicos associados (como a exposição à chama e calor radiante.
Esta norma possui dois requisitos básicos:

  • A amostra de tecido, ensaiada segundo método ASTM D6413, deve auto extinguir-se em menos de 2 segundos após retirada a chama, e o comprimento carbonizado deve ser inferior a 6 polegadas. Este teste de inflamabilidade se realiza com uma amostra nova e após 25 ciclos de lavagem.
  • Tecido ensaiado segundo método ASTM F1959, para analisar o comportamento térmico frente ao arco elétrico. Os resultados devem constar na vestimenta.

ASTM F2621 — Norma para determinação das características de resposta e integridade do vestuário em uma exposição a arco elétrico.

Método complementar ao ensaio ASTM F1959; proporciona as diretrizes para a realização de produtos finais destinados à proteção térmica durante uma exposição ao arco elétrico. Os ensaios se realizam sobre um manequim, para simular a forma em que os usuários utilizam as vestimentas em uma situação real de risco; recria-se condições de exposição. Estuda-se nas vestimentas o comportamento dos fechamentos, das costuras, botões, sobreposição da camisa em relação a calça, com o objetivo de analisar o desenho das vestimentas.

ASTM F1930 — Método de ensaio padrão para avaliação de roupas resistentes chama para proteção frente ao fogo repentino, simulações utilizando manequim instrumentado.

Especifica um processo para medir o percentual do corpo queimado durante uma simulação de fogo repentino em laboratório. Extremamente complexo, requer um alto grau de conhecimento técnico, tanto em sua configuração quanto em seu funcionamento.
A norma especifica o seguinte:

  • O tecido a ser ensaiado se apresenta através de uma vestimenta tipo macacão;
  • O macacão se dispõe sobre um manequim com um determinado número de sensores;
  • Os sensores medem o comportamento da vestimenta ern um ambiente de fogo repentino simulado/controlado: o fluxo de calor, a distribuição da chama e a duração;
  • O calor transmitido aos sensores na superfície do manequim é convertido para mostrar o correspondente nível do grau de queimadura;
  • A soma dos valores se converte a urn percentual para mostrar a superfície total do corpo que sofreu lesões;
  • As alterações visuais e físicas da vestimenta são registradas para ajudar a interpretação dos resultados obtidos (percentual de queimadura);
  • Os resultados e medições obtidos não são extrapoláveis, são válidos unicamente para as condições ensaiadas (confecção da vestimenta, fluxo de calor, duração, distribuição da chama).

ASTM F1959 — Método de ensaio para determinar o comportamento da vestimenta frente ao arco elétrico.

O propósito deste método é determinar a quantidade de calor gerado em um arco elétrico que um tecido (ou conjunto de tecidos) bloqueará antes do surgimento de queimaduras de segundo grau em um usuário. A quantidade de energia bloqueada se define como “Arc Thermal Performance Value” ou ATPV. Ainda assim se calcula o “Heat Attenuation Factor” (HAF) – porcentagem total de calor bloqueado pelo tecido.